We Speak Dance: nova série da Netflix aborda danças de diferentes culturas

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Lançado em 1º de janeiro de 2018 na Netflix, “We Speak Dance” é uma série global sobre danças de diferentes culturas. O programa segue a criadora: a ex-assessora da ONU e bailarina Vandana Hart, que viaja ao redor do mundo para explorar como a dança conecta pessoas, lugares e culturas. Uma rede interconectada de estilos de aldeias remotas, grupos underground e lugares mundialmente famosos revela como a dança nos une como uma forma de revolução, cerimônia sagrada e/ou de empoderamento sexual.


Temporada 1

Com 5 episódios de 22 minutos de duração cada, a primeira temporada aborda como a dança está pode ser usada como uma ferramenta política ao redor do mundo: da França para o Vietnã, para o Líbano, para a Nigéria e para a Indonésia.

No primeiro episódio, em Paris, Hart explora a mudança  da identidade francesa através de estilos alternativos de dança, tais como a dança burlesca, vogue e batalhas de hip-hop. O lendário DJ Cut Killer e o rapper Fianso destacam como a música e a dança exploram a realidade das relações raciais e dos direitos dos imigrantes.

No episódio seguinte, a apresentadora encontra um trabalho de espiritualidade através da dança, moonwalkers e dançarinas do ventre ao sul do Vietnã. Neste episódio, ela também se junta ao jurado Jonathan Huy Tran, que usa a dança como uma forma de protesto em favor dos direitos LGBTQI.

A seguir, em Beirute, Hart explora como a dança une comunidades de diferentes lugaresatravés de um casamento, um campo de refugiados e uma boate notável. Em Lagos, a apresentadora conhece Femi Kuti, filho de Fela Kuti, pioneiro do gênero musical afrobeat, e é ensinada sobre a dança como uma forma de revolução urbana.

Por fim, Hart navega pela encantadora ilha de Bali onde prestigia e participa de manifestações de danças urbanas, festas dançantes e danças ritualísticas sagradas.


A história por trás da série

A dança é uma ferramenta, uma arma para a mudança social, o empoderamento e até a revolução. É uma língua internacional que liga as pessoas independentemente da nação, etnia, classe ou gênero. – Vandana Hart

“We Speak Dance” tem como missão conectar uma comunidade de dançarinos de todo o mundo a uma “Nações Unidas da Dança” global. Os produtores procuram despertar o diálogo e a mudança ao redor do mundo usando a dança como meio de comunicação, protesto e revolução. A produção estabeleceu metas de angariação de fundos a curto prazo para custear aulas de dança e educação social em áreas carentes em todo o mundo, bem como ações pelas redes sociais com o propósito de propagar o poder da dança de pessoa para pessoa, de nação para nação. Clique aqui para colaborar com o projeto

Em entrevista ao Dance Magazine, Vandana Hart conta um pouco da sua experiência com a dança: “ao buscar a dança como uma carreira independente, sem conectá-la a algo mais, senti como se eu não estivesse cumprindo meu verdadeiro propósito”, disse ela. Ligar a dança a esse “algo mais” foi exatamente o que ela fez: em seu tempo livre como coordenadora da iniciativa “Mulheres Seguras” das Nações Unidas, ela coreografou e ensinou a dança o redor do mundo.

A vida de Hart tem sido multicultural desde o início. Nascida em Moscou, sua mãe é russa e seu pai é um americano que trabalhou para libertar prisioneiros políticos durante a Guerra Fria. Depois de viver na Suécia e na Índia (ela foi criada hindu), sua família mudou-se para a Califórnia e depois para o Oregon. Seu estudo de dança inicial não era menos eclético, variando de ballet a afro-caribenho.

Ao se formar em Política Global na Universidade de Nova York, realizou um estágio nas Nações Unidas e foi contratada após um mês. Poucos anos depois, após receber seu mestrado pela London School of Economics, ela resolveu correr o risco de mudar sua vida: “eu estava em Quênia como uma turista e me apaixonei por isso”, diz ela, “então eu consegui um bilhete de ida e fui para lá. Sem um emprego.”

Uma vez em Quênia, ela conseguiu um trabalho como consultoria para a ONU, mas a dança encontrou seu caminho de volta à vanguarda de sua vida. Em todo lugar que ia, perguntava pelos melhores dançarinos locais. Foi assim que surgiu a ideia para a produção de “We Speak Dance”, com entrevistas e performances de dançarinos de todo mundo.

A produção começou quando Hart recebeu uma bolsa que lhe permitiu contratar uma equipe e produtores de cinema na Nigéria, Gana e Quênia. “Todos as apresentações de dança foram competições”, diz ela. “Não uma competição cultural, mas sobre como a dança nos úne”. E, para Hart, é disso que se trata sua carreira.


DANCE COMO PROTESTO

Para participar da campanha global nas redes sociais é só enviar um vídeo dançando por causas sociais, como direitos das mulheres, fim da escravidão na Líbia, direitos dos refugiados e meio ambiente. O movimento já mobilizou mais de mil dançarinos em todo o mundo! Participe:

  • Passo 1: Publique um vídeo de 1 minuto dançando no seu Facebook ou Instagram;
  • Passo 2: Descreva a causa social pela qual está dançando;
  • Passo 3: Tag @WeSpeakDance #WeSpeakDance e desafie três amigos a fazerem o mesmo!

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