Safira Tribal apresenta: Ordem Cósmica

Em junho, juntamente com minhas alunas e algumas convidadas, participarei da 11ª edição do festival anual da escola Portal do Egito, onde ministro aulas regulares de dança tribal desde agosto de 2017. O evento acontecerá no Teatro Polytheama, em Jundiaí-SP, com direção de Kel Alves, atual proprietária da unidade, e participação de Débora Spina, fundadora da escola, que atualmente reside nos EUA. Toda edição do festival da escola tem um tema, e neste ano o tema foi inspirado num blog de astrologia que tem o nome de uma música de Luiz Gonzaga, “Olha pro céu meu amor“. É a minha primeira experiência com um festival do tipo e estou bastante empolgada. Trata-se de um espetáculo de dança do ventre, e vamos apresentar uma performance de tribal fusion que mescla elementos de coreografia e improvisação. Esta é a arte de divulgação e o release que estamos desenvolvendo para a apresentação do grupo:

A Ordem Cósmica é o código holístico a ser seguido e cumprido, sua índole é a harmonia entre o desenvolver-se e o desfazer-se. É preciso haver caos e destruição para, através da eterna renovação, dar evolução à manifestação. Com uma abordagem cerimonial divinitiva, abraçamos o sagrado em movimento trazendo a essência do estilo tribal de dança do ventre com técnicas de Dança Integral para uma improvisação fluída em grupo. A proposta é encontrar uma abertura físico-mental para o equilíbrio entre o grupo e a si mesmo enquanto o público testemunha a simetria sagrada numa performance carregada de simbolismo místico.

Eu pensei muito para escrever esse textinho. Li algumas referências, tanto de dança quanto sobre o tema abordado, e levei em consideração os estudos de uma das alunas, Cristiana Azzolini. Estamos tentando criar uma performance harmoniosa, que todas se identifiquem e se sintam bem em dançar, mas com um pouco de desafio. É preciso encontrar um equilíbrio entre o pensar e o sentir para que isso dê certo. Eu também estou nervosa, com o processo, com o resultado. Todas as etapas são importantes para mim. E não quero que a apresentação seja um ponto final, quero que avaliemos nosso desempenho para nos corrigirmos e reapresentarmos, com mais energia e mais amor. Cada apresentação é uma experiência, nunca vejo como totalmente boa ou ruim, mas sempre acredito que temos algo a melhorar.

Como instrutora e na direção da coreografia, tenho a missão de compartilhar minha linha de pensamento com as envolvidas, mas o máximo que posso fazer é tentar inspirá-las, apresentar as ferramentas de trabalho, as técnicas utilizadas, mas a jornada de cada uma é algo muito íntimo e individualista: cada uma lida de uma forma diferente, cada uma tem o seu propósito, assume o compromisso de acordo com os seus próprios valores. E, puxa, estamos trabalhando com improvisação, isso exige tanto do nosso empenho, dedicação, memorização e, principalmente, aliança com o grupo. Eu realmente quero que todas sintam isso, mas não depende só de mim.

Essa noite estava refletindo sobre as diferentes formas de pensar a dança: como exercício físico, como terapia, como entretenimento. Eu penso a dança como arte e gosto de me envolver no processo de criação em grupo num nível mais filosófico, um pouco além da mera reprodução de movimentos. E pensar numa obra para um espetáculo teatral torna tudo ainda mais emocionante, porque temos um tema a ser seguido e todos os artifícios tecnológicos a nosso dispor, a nosso favor. Customizamos o figurino, a maquiagem, o penteado de forma a se mesclar ou se destacar com a cenografia, de acordo com a nossa intenção. Pensamos na sonoplastia, a intensidade do som, e como isso vai nos influenciar mentalmente no momento da apresentação.

E o que mais me encanta é pensar na iluminação personalizada, algo que normalmente não trabalhamos em mostras comuns, que segue uma luz branca e padrão. Planejamos o momento presente e nos preocupamos ainda com o que ficará eternizado pela equipe de fotografia e filmagem, penso nos desenhos coreográficos que ficarão impressos, memorizados, no efeito que queremos causar no público presente e no público digital. É um mundo de possibilidades, deslumbrante.

O espetáculo é para o público sim, mas também é para nós e principalmente para a escola. São mais de cem estudantes e profissionais pensando em tudo com tanto carinho e esmero, impossível não se emocionar. E o nosso tema não poderia ter sido mais conveniente, penso eu.


Informações sobre ingressos antecipados por valores promocionais, cotas de patrocínio e apoio cultural (para o festival ou para o grupo), entre em contato comigo: (11) 9.9595-9939 / melissa.art@outlook.com ou diretamente com a Kel Alves: (11) 97579-7630

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