Mulheres que Dançam

A Dança Tribal como uma forma de resgate ao Sagrado Feminino


“Para que as pessoas redescobririam uma coisa tão antiga como a Dança do Ventre?” é um dos questionamentos presentes na obra Dance e Recrie o Mundo: a força criativa do ventre, de Lucy Penna (1997), e a resposta traz à luz o tema central para concepção do projeto Mulheres que Dançam. Considerando a linguagem da dança como uma manifestação social que traz consigo um conjunto de signos através da expressão corporal, torna-se clara a evidência da interseção cultural, política, social e antropológica no fazer artístico, cuja transmutação ocorre em maior velocidade devido a influência dos avanços tecnológicos. Em meio a este cenário, surge a dança tribal, definida como uma dança de fusão étnica e contemporânea, trazendo consigo uma ressignificação dos valores femininos, tema em voga com os manifestos pelo empoderamento da mulher.

Numa época em que as mulheres continuam com medo de andarem sozinhas nas ruas sem sofrer assédio físico ou verbal, onde revelar a parte superior do corpo é considerado uma ofensa sexual, a linguagem da dança ressurge para restaurar o equilíbrio através do movimento, catalisando para a ascensão e expressão da energia feminina. Em tempos onde a sensualidade é mal compreendida, atolada em mitos, reivindicamos nosso direito de permanecer em nosso poder através das danças femininas, permitindo que outros testemunham enquanto abrimos nossos corações convidando o público a fazer o mesmo: resgatar e autorizar a feminilidade em seus corpos.


Livro-Reportagem

Houve um período de muita tensão no Brasil em que, incompreendida, as dançarinas de tribal se dividiram por defenderem opiniões contraditórias entre as que praticavam a dança de forma tradicionalista e as que desenvolviam seus próprios estilos de fusão com liberdade e autonomia. Se não fosse o bastante, devido a essa confusão quanto aos fundamentos da dança tribal, o estilo tornou-se mal visto pela comunidade da dança do ventre, que se ressentiam de serem comparadas às de tribal, sendo que, em conclusão, todas fazem parte de uma única “tribo”: somos todas da dança do ventre.

A princípio, o presente trabalho surgiu com o propósito de reunir as informações acerca da dança tribal de forma acadêmica, para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo por Melissa Souza (saiba mais aqui), todavia, o projeto passou por adequações de formato para atender às necessidades que se tornaram prioridade em visão da aluna-pesquisadora: falar da dança como uma arte que une as mulheres com ideais em comum.

A propagação da dança tribal se deve ao avanço das ferramentas de comunicação, todavia, as informações sobre ela precisam ser estudadas, sintetizadas e organizadas de forma a salientar os questionamentos pertinentes à área, tornando este estudo de alta relevância para o meio acadêmico, midiático e artístico, contribuindo para a produção de projetos secundários e paralelos. Deste modo, pode-se dizer que a proposta deste projeto é levar o leitor a conhecer histórias, ter uma fonte de informações sobre a cena tribal nacional ou apenas provocar uma aproximação do público com esta linguagem de dança.


Encontros regulares

Sensações de vazio, medo, depressão, fragilidade e bloqueio são sintomas cada vez mais frequentes entre as mulheres modernas, assoberbadas com o acúmulo de funções na família e na vida profissional. Pensando nisto, propomos um encontro regular para mulheres de mentes inquietas a fim de ascender a essência da alma feminina por meio de vivências ligadas a leituras, musicalidade, dança, meditações e expressões artísticas. Descubra suas prioridades, organize suas ideias e compartilhe experiências. Autoconhecimento gera clareza, que gera ação!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: