Kamakhya e a arte da Dança Templária

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Existo para o eterno lembrar-se de que à todo o momento, estamos em exercício enquanto Seres que somos. Conscientemente, nos entendemos como a real e melhor ferramenta para quem trilha o caminho Místico do mais profundo âmago da razão e emoção que habita organicamente em nós.
Existo para o eterno lembrar-se de que a plenitude não consiste em trilhas sempre tranquilas, mas que com certeza existirão momentos em que a prática de teus ensinamentos sejam demasiado feito, transforme-se para que possa transformar tua realidade, dome a ansiedade do teu Poder criador, organize-se.
Mantenho viva e fervorosa a magia da Arte e estudos da vida, que entre tantas outras faces, Kamakhya se unifica como uma síntese, sendo A Face de tantas outras, instigando e fomentando o conhecimento profundo da essência Micro e Macrocosmo que somos, já que existo para lembrar que como princípio de cura planetária, cure-se.
Existo para o eterno lembrar-se que os conhecimentos e medicinas ancestrais, são vestígios que está sobre todos nós, seres habitantes fragmentais de estrelas distantes.
Existo para apresentar à tua vida, a Arte gerada do Caos e Paz, o controle motivado por um princípio do descontrole, a técnica e a emoção, o laboratório psíquico, quântico, terapêutico, íntimo.
Permita-se.

Conhecida pelo nome artístico Kamakhya, Carla Riesco é mãe, poetisa, atriz, artesã e performer de Dança Tribal e fusões, natural de Santos-SP e atualmente residente em São Vicente-SP, onde em breve se formará no curso técnico de Agenciamento de Viagens. Seu repertório de movimentos mescla conceitos e referências da dança do ventre, dança ritual indiana Odissi, break dance, dança afro-brasileira, yoga e ginástica olímpica, resultando num espetáculo de dança templária performática, à qual agrega elementos como pirofagia, leques e fitas.

Com uma experiência de mais de 5 anos enquanto ginasta artística e rítmica, participou de inúmeros campeonatos pela Equipe de São Vicente-SP e teve o Teatro e o Circo como potencializador em seu desempenho artístico, expressões das quais usufruiu ao longo do processo de laboratório enquanto atriz – uma junção muito rica para o desenvolvimento de coreografias e projetos. Em seu currículo artístico, coleciona trabalhos que a impulsionaram em sua trilha até então, como atuações em peças teatrais, curta metragens e performances em festas e festivais. Saiba mais sobre essa artista talentosa que promete na cena tribal brasileira!


Melissa Art: Você é natural daqui de São Paulo mesmo? Qual a sua formação? E com quantos anos você foi mãe?

Kamakhya (Carla Riesco): Nasci em Santos, litoral de São Paulo, mas sempre morei em São Vicente, também litoral, cidade vizinha de Santos, Praia Grande e etc.  Atualmente estou finalizando o curso Técnico de Agenciamento de Viagens, pela Etec de Santos. É um curso que eu adoro, mas sinceramente, eu me sinto cada vez mais surpresa pela forma que este me nutre e fortifica. Estudo nesse curso sobre culturas, etnias, realidades sociais, então pra dança Tribal, é uma grande fonte de fundamento sobre suas histórias, e me inspirar para danças e coreografias. Fui mãe aos 20 anos. Hoje, tenho 21! É tudo novo.

M. Art: Pelo seu histórico, você sempre teve um pé em artes, não é mesmo? Como você conheceu a dança tribal?

K: Sim! Fiz ginástica Artística (antes se chamava Olímpica) dos 10 aos 15 anos. À principio, comecei com a Ginástica Rítmica, em que usa os aparelhos Bola, Fita, Claves e Arco (bambolê). Eu gostava, mas queria mesmo era aprender as acrobacias, que é particularmente, uma paixão desde pequena, então mudei a matrícula e comecei, sendo aluna ainda do mesmo professor, Thiago Gagante, que foi o que me deu a base da minha consciência corporal. Com 5 anos eu já fazia estrelas e dizia que era ginasta. Minha mãe, tia e avó materna foram as que me impulsionaram. Enfim, parei porque eu ainda não acreditava no meu potencial, ainda era nova, não achava que poderia fazer disso, o meu ganha pão.  Com 18 anos conheci a dança Tribal, ouvindo Beats Antique na internet, por uma amiga que postou. Daí nunca mais me distanciei. Na gravidez não fluiu muito a questão profissional, simplesmente foquei no meu íntimo. Foi uma imersão em mim, pra hoje florescer na dança e nas artes.

M. Art: E como surgiu seu nome artístico, “Kamakhya”?

K: Para a dança, eu quis desenvolver um nome artístico, senti essa vontade. Procurei, pesquisei, pensei, pensei, mas nada me agradou. Até que ouvindo a track da Imagika Om (Kamakhya Tantrik Tribal Trap) para fazer a minha primeira performance, me identifiquei de imediato. Estava estudando bastante sobre Tantra e a filosofia Hindu em si, que tanto me fascina. Estudei mais sobre o nome, e também sobre o Templo, na Índia. Mas foi minutos antes da minha primeira performance, que pedi pra me anunciarem por esse nome, antes, eu estava pensativa se seria esse ou não. Rs Hoje, sinto que foi o caminho certo, quanto mais estudo sobre seus significados, mais admiro.

M. Art: Gratidão pela entrevista, Carla. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores?

K: Somente acrescento que a dança é aonde me sinto livre, e por isso, desejo transmitir e inspirar aos que assistem. Dançar é também um ato de Resistência, ainda mais quando somos mulheres explorando nossos corpos. A arte é importante, a dança é importante, então é também importante que a gente se fortifique e desconstrua padrões. Todas podem fazer o que quiserem. Pra dançar, basta existir, se movimentar. Nossa dança não é para o entretenimento masculino, e sim, para libertar nossas almas e corpos através de rituais consigo mesma e com outras mulheres. Depois disso, basta voar.


Kamakhya no Mundo de Oz

Em abril de 2017, Carla foi convidada pela diretora Lais Arena para participar como performer na introdução do after movie do festival Mundo de Oz, um evento multicultural com atividades artísticas, artesanais, musicais, ecológicas, circenses, cênicas e educativas, considerado um dos mais conceituados eventos deste seguimento no Brasil. Apesar dos contratempos, o resultado não poderia ter ficado melhor! Em seu perfil do Instagram, a performer conta um pouco dos bastidores do projeto:

“Eu estava começando a me engajar profissionalmente na dança. Nada estava planejado. Fui ao festival durante a montagem com o Raví pequenino, 5 meses. Depois de alguns dias, chega a Lais Arena para fazer a filmagem da galera trabalhando, e ela já tinha em mente de fazer cenas com alguma bailarina, mas ela não tinha a bailarina! Papo vai, papo vem, disse que estava começando na Dança Tribal, e aí o Universo tomou conta! Eu tinha esquecido meu estojo de maquiagens e, como é nítido, eu adoro uma mega produção; fiz com o que tinha. Batom vermelho, delineador e olheiras de quem tinha um filho que ainda acordava toda madrugada. O figurino? Comecei a fazer lá, assim que a ideia do vídeo surgiu. O pouco da coreografia foi feito na hora, com um som mega baixo para acompanhar. Enfim, concluímos com satisfação, dentre muitas coisas durante as filmagens, levar uma porrada na cabeça de bambu, incluindo cuidar do Raví, que é meu parceiro na arte da vida e acompanha todo o meu desenvolvimento artístico. Fizemos um belo trabalho!”


Poesia em Movimento no Corpo que Dança

Carla também é poetisa, e usa este instrumento como inspiração para o movimento do corpo há 3 anos através do projeto “Espiritualidad y Sensualidad – O Rito do Ser” expressando-se através de diferentes fundamentos de culturas e etnias, procurando dar visibilidade às raízes de mulheres guerreiras em suas tribos, seus rituais sagrados, suas danças e vivências – suas e nossa resistência diária, como ela explica em seu site: “Sobre descobertas e experiências nesse corpo ativo de mente pensante, registros como textos, poemas e poesias são sempre escritos sob efeitos de muitos sentimentos, emoções, estudos e situações que vivi ou que ainda estou vivendo, como num verdadeiro desabrochar.”

Dentre seus trabalhos recentes estão as intervenções realizadas no Mezanino – espaço externo do Sesc Santos, ao longo de 3 domingos seguidos pelo período de 1 hora, semanas atrás.  Conforme sinopse da performance, partindo de “mil e uma histórias” e leituras do mundo, a ação teve como fonte suas poesias autorais, que faz reverência e referência ao feminino, mulheres empoderadas e toda vivência ligada ao resgate do autoconhecimento. Utilizando ferramentas de criação corporal para a composição de coreografias de Dança Tribal e fusões, a artista compôs links com diferentes práticas, as quais proporcionaram aos participantes um contato transparente com a sensibilidade essencial que habita cada ser humano, também nomeada como “expressão poética interior”.

“Ismo Mach” é um fragmento performático dentro da minha Dança Tribal, com ênfase na denúncia do silenciamento e violência contra as mulheres (violência física, moral, psicológica e outras), e também, uma reverência à essas mesmas mulheres. É por nós.

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